quarta-feira, 13 de junho de 2012

DECIMAIS

DECIMAIS = Nomenclatura


Valor
Nome
Quantidade de casas decimais
10-1
Décimo
1         = 0,1
10-2
Centésimo
2         = 0,01
10-3
Milésimo
3          = 0,001
10-4
Décimo de milésimo
4          = 0,0001
10-5
Centésimo de milésimo
5          = 0,00001
10-6
Milionésimo
6          = 0,000001
10-7
Décimo de milionésimo
7           = 0,0000001
10-8
Centésimo de milionésimo
8           = 0,00000001
10-9
Bilionésimo
9           = 0,000000001
10-10
Décimo de bilionésimo
10         = 0,0000000001
10-11
Centésimo de bilionésimo
11         = 0,00000000001
10-12
Trilionésimo
12       = 0,000000000001
10-13
Décimo de trilionésimo
13       = 0,0000000000001
10-14
Centésimo de trilionésimo
14      = 0,00000000000001
10-15
Quatrilhonésimo
15      = 0,000000000000001
10-16
Décimo de quatrilhonésimo
16       = 0,0000000000000001
10-17
Centésimo de quatrilhonésimo
17    = 0,00000000000000001
10-18
Quintilhonésimo
18    = 0,000000000000000001
10-19
Décimo de quintilhonésimo
19    = 0,0000000000000000001
10-20
Centésimo de quintilhonésimo
20     = 0,00000000000000000001

Exemplos de decimais

  • 0,9
  • 0,05
  • 0,81
  • 0,56
  • 0,797
  • 0,6786
  • 0,78776
  • 1,5766786856
  • 21,22255555121111

ACENTUAM-SE


ACENTUAM-SE
Todas as proparoxítonas reais ou aparentes (isto é, as terminadas em ditongo crescente). Reais: árvore, ânimo, tomógrafo   
Aparentes: amêndoa, insônia, sócio
As paroxítonas terminadas em:l: lavável, cônsul                                                                                                                                                                                                                      
n: pólen, plâncton                                                                                                                                                                                                                                                                   
x: tórax, ônix                                                                                                                                                                                                                    
r: açúcar, câncer                                                                                                                                                                                                                                                                   
i(s): júri(s), Mênfis                                                                                                                                                                                                                                                              
ei(s): jóquei(s), têxteis
us: vírus, bônus
ps: bíceps, fórceps
ã(s): órfã(s)
ão(s): sótão(s), bênção(s)
um, uns: álbum, álbuns 
As monossílabas tônicas e as oxítonas quando terminadas em: 
a(s): pá(s), maracujá(s)
e(s): pé(s), picolé(s), Jê, dublê(s)
o(s): só(s), paletó(s),  pô (interjeição), tricô(s)
em, ens: harém, haréns
 
Os ditongos abertos éi, ói, éu em monossílabo tônico e em final de sílaba. éi(s): papéis, farnéis
ói(s): dói, herói(s),caubói(s)
éu(s): céu, chapéu(s), mausoléu(s)
O I e U tônicos de hiatos. ruína, balaústre, saúde, saída, graúna
Exceção: seguidos de NH: moinho, rainha, graunha (bagaço de uva)
Os homógrafos com acento diferencial.1. pode (3.ª pess. do pres. do ind. do verbo poder) em oposição a pôde ((3.ª pess. do pret. perf. do ind. do verbo poder) 
2. pôr (verbo) em oposição a por (preposição)
3. o acento é facultativo em dêmos / demos e fôrma / forma
Os homógrafos no pluralele tem - eles têm
ele vem - eles vêm
OBS.: Para os derivados de ter e vir, usa-se o acento agudo para o singular e o circunflexo para o pluralele convém - eles convêm
ele mantém - eles mantêm
ele retém - eles retêm
Você entende internetês?

Carlos Alberto Faraco*


td blz? axu q tb naum vo hj... te+!!! abs!!!

Entendeu a mensagem? Bem, se você não é da tribo, certamente não entendeu o que está escrito aí. Trata-se de um fenômeno que se espalhou pelas salas de bate-papo (os famosos chats) da internet. É uma escrita que não segue a grafia normal da língua e que em muitos momentos lembra as abreviaturas que nós mesmos criamos para nossas notas pessoais de uma aula ou de uma conferência.
Os internautas, especialmente os jovens, desenvolveram esse novo sistema de escrita que acabou sendo chamado de internetês, embora não seja uma “língua”, mas apenas um modo de grafar as palavras.
Nele, se faz a redução drástica da forma gráfica das palavras, usam-se várias abreviaturas e dispensam-se os acentos. O sistema se completa com os chamados emoticons (do inglês emotion icons, ou ícones de emoções), ou seja, as carinhas em cuja composição entram, em diferentes combinações, a letra O, o sinal de dois-pontos, o hífen e cada um dos sinais de parênteses para sugerir expressões faciais de alegria ou tristeza, de espanto ou cansaço, como :-) ou :-(
Embora haja variações nas abreviaturas e símbolos utilizados, há uma boa parte já convencionalizada. E a razão é óbvia: se cada um criasse seus próprios símbolos, a comunicação seria impossível.
A invenção desse tipo de representação gráfica da língua decorreu da necessidade que os freqüentadores dos chats têm de escrever com muita rapidez para manter o bate-papo cheio de vida.
No fundo, trata-se da criação de uma espécie de taquigrafia ou estenografia. O fundamento é o mesmo: como nunca conseguimos escrever na mesma velocidade da fala (a mão é muito mais lenta do que o aparelho fonador), inventamos modos abreviados, condensados de grafar que nos permitem, então, registrar a fala acompanhando seu ritmo.
Algumas pessoas, ao verem textos escritos em internetês, ficam muito assustadas e logo pensam que os fins dos tempos estão chegando, que a juventude está perdida, que a internet está destruindo a língua. Ora, há um evidente exagero nessas reações. Primeiro, porque a língua em si não está sendo de modo algum afetada: as palavras continuam com suas pronúncias e seus sentidos corriqueiros. Elas estão apenas sendo grafadas de modo abreviado.
Por outro lado, o internetês é uma bela expressão da criatividade humana: os internautas estão dando uma resposta criativa às demandas postas pela comunicação rápida e informal que a tecnologia tornou possível. Estamos, então, diante de uma solução e não de um problema.
Claro, como qualquer sistema taquigráfico, esse modo de grafar a língua tem uso restrito. Ele cabe perfeitamente nos bate-papos rápidos e informais dos internautas. Em outros contextos, ele será totalmente inadequado. Assim, temos obrigatoriamente de usar a grafia normal em todo material escrito que se destina ao público em geral, como os jornais, os livros, as revistas, a publicidade, os documentos oficiais, as páginas da própria internet e assim por diante. Também nas provas, cartas formais e trabalhos escolares. Do contrário, não seremos entendidos e a comunicação escrita ficará frustrada.
O desafio posto hoje aos professores de português é mostrar precisamente isso aos jovens. Saber escrever de duas maneiras pode ser melhor do que escrever de uma só. Mas a competência se revela mesmo no uso adequado de cada sistema em seus respectivos contextos.

*Professor Titular (aposentado) de Lingüística e Língua Portuguesa da Universidade Federal do Paraná. 

e-mail para contato: deolhonalingua@ufpr.br

(2005)